Voltar para notícias

Comissão aprova relatório de Fábio Trad que proíbe aquisição, posse ou porte de arma para agressores de mulheres

04 maio 2022 | Mulher | Escrito por: daniel | Compartilhe

  1. Texto substitutivo do relator incluiu outras alterações no projeto original, dentre as quais a apreensão imediata da arma de fogo e da sua documentação, em caso de flagrante delito.

A arma de fogo tem sido o principal instrumento empregado nos assassinatos de mulheres no Brasil. Ao longo de 20 anos esteve presente em 51% dessas mortes. É o que revela o relatório “O papel da arma de fogo na violência contra a mulher”, produzido pelo Instituto Sou da Paz, que analisa dados de violência armada no Brasil e se debruçou sobre dados da vitimização feminina do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Datasus, de 2012 a 2019.

Por conta disso, nesta quarta-feira (4), a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) da Câmara Federal aprovou um substitutivo do deputado Fábio Trad (PSD/MS) que aprimora o projeto original do deputado Alexandre Frota (PSDB/SP) e inclui a apreensão imediata da arma de fogo e da sua documentação, em caso de flagrante delito. Neste caso, o Departamento de Segurança Pública do Estado deve notificar a Polícia Federal e o Exército sobre a restrição no momento da instauração do inquérito policial.

Pelo texto, a arma de fogo somente será devolvida em caso de absolvição e, se condenado e transitado em julgado, o réu terá a arma confiscada.

“Essa aprovação é mais um passo importante para o combate à violência contra as mulheres. Proíbe, de forma categórica, o uso de armas de fogo por parte dos agressores”, disse o deputado Fábio Trad.

O parlamentar sul-mato-grossense também aprimorou o projeto de lei do ponto de vista legal a fim de facilitar sua aprovação nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Como tramita em caráter conclusivo, o texto não será submetido ao plenário da Casa.

“O projeto merecia ser aperfeiçoado, por isso incorporei seu conteúdo à lei de regência, Lei Maria da Penha, em obediência ao princípio da reserva do código, que recomenda a normatização do mesmo tema pela mesma norma, em vez de várias normas dispersas”, explicou.