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Fábio Trad alerta para a “feminização da fome”: mulheres estão mais pobres e doentes

15 jun 2022 | Mulher | Escrito por: asscom | Compartilhe

Expressão, utilizada em recente estudo da FGV, sugere impacto desproporcional que a pandemia causou nas mulheres no mercado de trabalho: 47% estão em estado de insegurança alimentar, contra 26% dos homens.

Quase metade (47%) das mulheres no Brasil não sabem se terão dinheiro para comprar comida no dia seguinte. Entre os homens essa proporção é bem menor: 26%.

O fenômeno é novo e tem nome: “feminização da fome”, que sugere o brutal impacto que a pandemia teve nas mulheres no mercado de trabalho. O termo foi utilizado pela primeira vez em levantamento do Centro de Políticas Sociais da FGV Social, que analisou, após cruzar dados de 160 países, que o número de mulheres brasileiras sem dinheiro para ir ao supermercado é seis vezes maior que a média mundial.

Membro da comissão de direitos da mulher da Câmara Federal, o deputado federal Fábio Trad (PSD/MS) foi à tribuna da Casa para fazer um alerta à crescente desigualdade de gênero e pedir urgência na aprovação de políticas públicas que reduzam a situação de vulnerabilidade no país.

“Não é difícil de entender porque a situação de insegurança alimentar é tão mais grave entre as mulheres! Quando tem emprego, ganham, em média, 70% do salário dos homens! Durante o período mais grave da pandemia, foram as primeiras a sofrer com o desemprego e são as que mais ocupam trabalhos informais, pois perdem a capacidade laboral para ficar em casa cuidando da família”, lamentou o deputado, que lembrou também o fato de quase metade (47,8%) dos lares brasileiros serem chefiados por mulheres, o que significa que elas são inteiramente responsáveis por botar comida na mesa, pagar aluguel, comprar material de colégio para os filhos.

Em sua fala, o deputado Fábio Trad também citou dados de uma pesquisa da USP, feita nos primeiros meses da pandemia, que revela que a ansiedade, o estresse e a depressão atingiram bem mais o público feminino.

“Nos quadros de ansiedade, 34,9% de mulheres, contra 4% de homens; De estresse, 37% das mulheres, ante 4,8% dos homens. E de depressão, 40% das mulheres e 6% dos homens”, comparou o parlamentar, que fez um apelo ao plenário para uma maior celeridade na aprovação de políticas públicas que estimulem a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.

Trad citou o Projeto de Lei 1629, da deputada Tia Eron (Republicanos-BA), que ele relatou e foi aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

“O texto altera a Lei 10.735 e prioriza as mulheres responsáveis pelo núcleo familiar na obtenção de recursos destinados ao microcrédito. A aprovação desse projeto aqui na Câmara seria um importante passo para a autonomia financeira das mulheres, que chefiam metade dos lares no Brasil. Mas isso depende também da boa vontade do governo federal”, finalizou.

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