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Fabio Trad aponta falta de competitividade como um dos principais entraves do país

14 maio 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

A falta de competitividade do Brasil se manifesta pelo desfiar de números, de índices e indícios que, pela sua própria exorbitância, acabam mal digeridos, expondo a impotência do País para desatar os nós que o amarram ao atraso. O Brasil está semiparalisado por um impasse competitivo, especialmente em setores estratégicos, como é o caso dos transportes.

 

Para o deputado federal Fabio Trad (MPDB-MS), é preciso atentar o “déficit de compromisso” com que esse grave e crônico entrave tem sido tratado, nos últimos dias. “Poderia ser só uma amarga ironia que a MP 595, a tão mareada Medida Provisória dos Portos, tenha encalhado na Câmara. Porém, foi muito mais que isso. O conflito de interesses provocou o que sua excelência o presidente Henrique Eduardo Alves lamentou como episódio lamentável, jamais visto em sua longa carreira parlamentar. Ainda assim, sempre tive e tenho a mais inarredável convicção de que este plenário jamais será o banco de areia da intransigência, onde a MP dos Portos naufragaria inapelavelmente”, afirmou.

 

O déficit de competitividade do Brasil não está apenas nos portos públicos, hoje loteados a exploradores privados que “não querem concorrência”, como disse a ministra Gleise Hoffmann, da Casa Civil. O custo Brasil está, também, na indústria que, mesmo rebocada por pacotes bilionários de incentivo, segue perdendo espaço para concorrentes, tanto no mercado externo como interno.

 

“A indústria brasileira recebe proteção do governo, mas, ao contrário do que ocorre em outros países, não precisa cumprir exigências para melhorar o desempenho”, reflete o deputado sul-mato-grossense.

 

Para o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o governo deve adotar uma política de ganho de competitividade, inclusive com redução de lucro. Muitos especialistas apontam que a receita para o País avançar em competitividade está em diminuir da rentabilidade, em benefício de melhor remuneração da mão de obra.

 

Um dos argumentos favoráveis à proposta está em pesquisa da Universidade de Princeton, EUA: enquanto no Brasil, um funcionário do McDonald’s compra meio Big Mac com o que ganha em uma hora de trabalho, seu equivalente japonês pode comer três ‘Bigs’ com o fruto do mesmo esforço.

 

Segundo Fabio Trad, o déficit de competitividade industrial do Brasil não pode ser financiado indefinidamente pelo contribuinte, através das sempre renovadas isenções de IPI, agregadas a crédito subsidiado e a outras facilidades, para a indústria automobilística, de eletrodomésticos etc.

 

“Aliás, não por outra razão, o empresariado brasileiro está sempre pronto a apontar os gargalos de logística e de transportes, além da burocracia estatal, como causas exclusivas do ‘custo Brasil’. Socorridos a cada ‘grita’, para eles a falta de competitividade é um problema do governo”, finalizou Fabio.