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Fábio Trad defende CPI para abrir “caixa preta” de financiamentos do BNDES

12 out 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

O deputado federal Fábio Trad (PMDB-MS) cobra maior transparência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sobre os critérios para a concessão de financiamento que na sua avaliação se transformaram numa “autêntica caixa preta que a sociedade brasileira não tem acesso,embora sejam usados recursos do Fundo de Amparo ao Trabalho, do Tesouro Nacional com juros subsidiados”. O parlamentar sul-mato-grossense defende até mesmo a constituição de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) como forma do País ter uma radiografia destas operações milionárias “ que beneficiam grandes conglomerados, enquanto pequenas e médias empresas não tem acesso aos recursos, sendo obrigadas a se submeter a juros escorchantes cobrados nas linhas de crédito a que tem acesso na rede bancária”. Na opinião do deputado, é injustificável sob o ponto de vista da estratégia nacional de desenvolvimento que o Governo Federal tem direcionado recursos do BNDES para financiar operações no exterior. “ É difícil entender explicar como recursos públicos do FAT e do Tesouro, possam gerar empregos e corrigir desigualdades no Brasil quando estão sendo fartamente investidos em empresas brasileiras no exterior”. Trad avalia como “absurdo privilegiar os grandes conglomerados em prejuízo da vocação do BNDES de investimentos na redução das desigualdades regionais”. No caso do Centro-Oeste, a participação da região nos financiamentos do banco caíram de 11% em 2009 para 9%. “ Não se pode negar a importância do BNDES no financiamento da infraestrutura e da modernização da indústria nacional. É louvável que a participação das micro, pequenas e médias empresas no total de financiamentos do BNDES tenha saltado de 21,7 por cento em 2006, para 34 por cento em 2012. Porém, apenas como referência, em 2010, só um quarto dos empréstimos do BNDES foi para empresas com faturamento anual inferior a 60 milhões de reais”, argumenta Fabio Trad. Em 2012, o BNDES disponibilizou 137 bilhões de reais para uma carteira de 509 projetos no setor energético. Do total, mais de 136 bilhões são investimentos em geração e transmissão de energia, e petróleo e gás. Tão somente 800 milhões de reais foram para o setor de combustíveis renováveis. “Trata-se de uma flagrante e injustificável distorção. O BNDES não pode seguir ignorando a incômoda e recorrente acusação de privilegiar os grandes conglomerados com financiamentos nutridos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, reforçados com recursos do Tesouro.