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Fábio Trad defende desenvolvimento sustentável com moderação no uso de recursos naturais

17 out 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

Em pronunciamento na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, o deputado Fábio Trad (PMDB-MS) saiu em defesa de um modelo de desenvolvimento sustentável, que garanta o uso moderado dos recursos naturais. O parlamentar está convencido de que algo precisa ser feito, “ com urgência e presteza, para que desenvolvimento e sustentabilidade sejam, como de fato podem ser, compatíveis. Não antagônicos e reciprocamente excludentes”. Este modelo, avalia o deputado, deve respeitar as características e a vocação de cada região, com base em estudos agroecológicos. Fábio deixa claro que não participa do “apocalíptico exército salvacionista que vê na própria agropecuária uma ameaça irrecorrível à saúde ou à própria sobrevivência do planeta”. “Estou muito longe do ambientalismo panfletário, dos que vêem qualquer forma de desenvolvimento como desastrosa para o planeta”, pondera. O deputado enaltece o fato de que na safra 2012/2013 o Brasil vá colher entre 190 milhões e 200 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas. “ Um recorde que, associado a uma pecuária que também registra crescentes índices de produtividade, confere ao País uma posição de cada vez maior relevância no cenário do agronegócio internacional”. Fábio lembra que “apesar de todas as críticas, em especial daqueles chamados ‘ecologeiros de passeata’ ou ‘verdeativistas contemplativos’, a agropecuária, mesmo esta atual, de vanguarda tecnológica, ainda é a menos predatória das atividades produtivas. Ele lembra que este desempenho impulsiona uma florescente agroindústria. “O campo absorve cada vez mais equipamentos de alto desempenho, e conhecimento transformado em tecnologia de vanguarda. É de se lamentar, porém, que todo esse suporte de ciência e de técnica não venha sendo mobilizado para compatibilizar, efetivamente, desenvolvimento e sustentabilidade”. Fábio Trad não tem dúvida de que diante do risco de uma catástrofe climática anunciada só resta aos países uma alternativa: a construção persistente de consensos políticos entre as nações, em torno de projetos de amplitude e efetividade globais, com vistas à exploração minimamente racional dos recursos naturais. “ O parlamentar sustenta está preocupação com base nos dados do IPCC, projeções sérias para o Brasil apontam que, no pior cenário, nos próximos oitenta e cinco anos, a temperatura poderá subir até 3°C no Sul e no Litoral do Nordeste, e inimagináveis 7°C na Amazônia. A temperatura do globo já subiu 0,8 grau Celsius desde o início do século XX, e a concentração de dióxido de carbono, o CO2, na atmosfera é a maior em oitocentos mil anos “ Diante deste cenário só uma certeza: a natureza cada vez mais responderá com o ímpeto e o furor à altura das agressões secularmente acumuladas. Não por capricho vingativo dos deuses, mas como consequência ‘natural’ dos desequilíbrios provocados pelo homem. Simples questão de causa e efeito”, finalizou.