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Fabio Trad destaca “humanização” da Igreja sob o comando do Papa Francisco

20 mar 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

Ao celebrar, ontem (19), a missa inaugural de seu pontificado, o Papa Francisco chamou a atenção de dezenas de chefes de Estado e de Governo presentes ao ato solene, e de fiéis em todo o mundo, sobre a responsabilidade para com a preservação da natureza.

Para o deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS), o Papa Francisco demonstrou – com a convicção construída com base em sua experiência nas degradadas periferias de Buenos Aires – que o dever individual e a responsabilidade coletiva de preservar os recursos naturais são tão fundamentais quanto o compromisso cristão de proteger os que têm fome e sede “de pão e de justiça”.

“Como líder espiritual de uma Igreja confrontada com graves questões internas, e com grandes desafios à sua milenar missão evangelizadora, o Papa Francisco destacou a transcendência da questão ambiental, ao assinalar que a vocação de guardião de Natureza não é exclusividade do cristão, mas imperativo de toda a humanidade. Ao conjugar, habilmente, sua condição de líder espiritual de 1,2 bilhão de católicos, com as prerrogativas de chefe de Estado do Vaticano, o Papa Francisco capitalizou a maciça presença de lideranças para uma veemente convocação em defesa do planeta”, afirmou o deputado sul-mato-grossense.

Durante a homília, o Papa pediu responsabilidades aos homens públicos: “Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente”. E prosseguiu: “Não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”.

A preocupação do Papa com a preservação do planeta guarda íntima coerência com a essência de uma Igreja que ele, Francisco, quer resgatar como “guardiã carinhosa” das pessoas. Especialmente, das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis “e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração”, disse o Papa, em referência emblemática à degradação e ao esquecimento a que estão relegadas as periferias urbanas.  

Ao defender, nos primeiros momentos de seu pontificado, “uma Igreja pobre para os pobres”, o Papa Francisco, coerente com seu nome, tomado de empréstimo ao santo símbolo da humildade para os católicos, apontava o magnífico desafio que pretende enfrentar. O de reaproximar a Igreja, pela concreta caridade, dos mais fracos e despossuídos, daquele que “tem fome, tem sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão” – disse ao citar Mateus.

Fabio Trad destacou a coragem do Papa ao referir-se aos riscos a que se sujeita a Igreja ao assumir crescente protagonismo social: “Se não professar Jesus Cristo, a Igreja pode se transformar numa ONG piedosa”, afirmou o Papa.

“Essas primeiras e contundentes manifestações assinalam fundadas esperanças de que o Papa Francisco possa resgatar, em seu pontificado, os primados de uma Igreja que, sem transigir com seus princípios cristãos, esteja crescentemente comprometida com a solidariedade, com o concreto ecumenismo e, muito especialmente, disposta ao diálogo com o judaísmo e o islamismo”, concluiu Fabio Trad.