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Fabio Trad destaca restituição de mandatos de deputados cassados pela ditadura

06 dez 2012 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

A Câmara dos Deputados realiza nesta quinta-feira (6), uma sessão solene para devolver, simbolicamente, os mandatos de 173 deputados federais cassados ao longo de quatro legislaturas entre 1964 e 1977, durante o regime militar (1984-1985).

Para o deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS), trata-se de um ato de grande importância para a democracia e para a memória dos parlamentares que enfrentaram os anos de chumbo: “Os cassados de outrora serão lembrados como os verdadeiros defensores da democracia. Intimoratos e despendidos, legam à História o verdadeiro penhor da política que honra e dignifica o exercício cívico da representatividade popular. Aproveito para saudar os drs. Wilson Barbosa Martins, Wilson Fadul e Nelson Trad que, como vice-prefeito à época, também foi julgado pela opressão do período autoritário”.

O ato, considerado histórico por homenageados e historiadores, é uma iniciativa da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, criada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Dos parlamentares cassados, 28 estão vivos – Marcelo Gato, que seria o 29º, morreu na semana passada – e são esperados para receber pessoalmente a homenagem. Os demais serão representados pelas famílias.

Diplomas

Durante a sessão solene, que terá rito semelhante ao de sessão de posse, serão entregues aos ex-deputados ou a seus familiares documentos em forma de diplomas e broches de uso parlamentar.

Também será exibido um documentário produzido pela TV Câmara sobre os impactos, causados ao País, pelo fechamento do Congresso Nacional durante alguns períodos da ditadura e pela cassação dos mandatos.

Após a sessão solene, será inaugurada a exposição Parlamento Mutilado: Deputados Federais Cassados pela Ditadura de 1964. E também será lançado livro de mesmo título, de autoria dos consultores legislativos Márcio Rabat e Débora Bithiah de Azevedo, publicado pelas Edições Câmara.

Montada no corredor de acesso ao Plenário e no Hall da Taquigrafia, a exposição reúne imagens que retratam momentos vividos pelo Congresso Nacional de 1964 a 1985. O destaque da mostra é o painel A Verdade Ainda Que Tardia, do artista plástico Elifas Andreato, que é uma visão sobre a repressão e a resistência nos chamados anos de chumbo.