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Fabio Trad: “Há os que pensam que matar jornalistas é também matar o jornalismo”

15 fev 2012 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

O deputado federal Fabio Trad (PMDB – MS) fez hoje um contundente pronunciamento na Câmara sobre a violência contra jornalistas no Brasil.. “Há os que pensam que matar jornalistas é também matar o jornalismo. Há, porém, os que pensam que matar jornalistas reforça a necessidade de legitimarmos um dos mais caros princípios constitucionais insculpidos pela sociedade democrática brasileira em 1988, que é a liberdade de expressão e manifestação do pensamento”, afirmou o deputado sul-mato-grossense.

Fabio referiu-se ao assassinato, nas últimas duas semanas, de dois profissionais de imprensa no país, um deles no Mato Grosso do Sul. O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51, foi morto a tiros na noite do dia 12 na cidade de Ponta Porã. Paulo Rocaro, como era conhecido, editava o "Jornal da Praça" – veículo impresso local de circulação diária – e também dirigia o site de notícias MercosulNews.com. Também neste mês foi assassinado, em Barra do Piraí (RJ), o jornalista Mário Randolfo Marques Lopes editor do site "Vassouras na Net". 

Segundo Fabio Trad, os crimes são suficientes para alerta o Congresso a reagir à altura para que casos como esses não se tornem epidêmicos no Brasil que se pretende democrático. “A liberdade de expressão e manifestação do pensamento é, na realidade, a tradução mais fiel do compromisso brasileiro com o Estado Democrático de Direito”, disse o deputado.

O deputado exortou a sociedade civil organizada a exigir das Polícias Civis do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul o cabal esclarecimento desses fatos: “Que são gravíssimos, porque atentam contra valores sem os quais nós, brasileiros, não teremos o direito de expor o nosso pensamento. Peço que esta Casa não baixe a guarda e se engaje, de forma definitiva, não apenas em defesa do direito de os jornalistas expressarem os seus pensamentos, mas no direito que a sociedade tem de ter uma imprensa livre e democrática”.