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Fabio Trad se solidariza com policiais federais

12 set 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

O deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) manifestou hoje sua solidariedade a Polícia Federal diante da precariedade com que a força tem atuado no Brasil. No último dia 6, A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi palco de uma audiência pública intitulada “Policiais federais motivados, sociedade protegida”.

Realizada no plenário Júlio Maia, o debate aconteceu por solicitação do Sindicato dos Policiais Federais no MS (Sinpef/MS) e reuniu representantes nacionais da categoria, além de promotores, parlamentares e o juiz federal Odilon de Oliveira.

 

“É de extrema importância que a sociedade se mobilize em prol de uma Polícia Federal forte e equipada, que valorize seus profissionais. Sem isso, toda a sociedade sofre e fica a mercê das irregularidades e crimes”, afirmou o deputado Fabio Trad.

“A polícia federal passe pela pior crise da sua história. O efetivo é insuficiente para suprir a demanda, as condições de trabalho são precárias e as unidades estão sucateadas”, revelou o presidente da Federação Nacional da Polícia Federal (Fenapef), Jones Borges. 

Em média, 250 policiais deixam a PF por ano. Considerada a segunda profissão mais estressante do mundo, a atividade policial perdeu, nos últimos 24 meses, 12 profissionais por suicídio. “Atualmente, o Brasil conta com cerca de 11 mil policiais federais. Num passado não muito distante esse número era maior. Tínhamos, em média, 15 mil profissionais dedicados à atividade. Vale lembrar que enquanto a quantidade de policiais diminui, a população brasileira cresce, portanto, como garantir a segurança sem efetivo suficiente?”, questionou Borges, ao lembrar que, insatisfeitos e sobrecarregados, muitos profissionais acabam pedindo demissão, ou mesmo cometendo suicídio.

A representante do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (Sinpec), Laira Giacometti Carvalho, denunciou o descaso com relação ao setor administrativo da Polícia Federal. 

De acordo com Laira, um levantamento constatou que o administrativo conta com 17% dos policiais federais. O índice é o pior em 30 anos. Para suprir as necessidades eles fazem o que chamou de “operação tapa buracos”. Alocam profissionais de outros setores ou terceirizam o serviço de pessoas não capacitadas.

“Isso é um perigo. Essas pessoas têm acesso a informações sigilosas. Algumas, sem preparo, são facilmente corrompidas e representam um risco para a sociedade brasileira”, declarou visivelmente emocionada durante seu discurso.