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Fabio Trad volta a defender financiamento público de campanha

28 maio 2012 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

O deputado federal Fabio Trad (PMDB – MS) voltou a defender nesta segunda-feira, 28, mudanças no modelo que rege a política eleitoral no Brasil. Ele defende a instituição de um financiamento público de campanha que, além de ser uma forma democrática e isonômica para o acesso de bons quadros à vida pública, ainda pode ser considerado como arma poderosa na batalha contra a corrupção: “Não raramente a pessoa física ou jurídica de direito privado que investe dinheiro em campanha eleitoral partidária acaba ficando sócia do mandato”, disse.

Segundo Fabio é preciso reaprender a fazer política sem a companhia do capital privado. “O financiamento público é o instrumento ideal para combater o consórcio espúrio entre interesses empresariais e mandatos públicos os quais, muitas vezes, degeneram-se em cumplicidade criminosa durante o exercício do poder daqueles que foram comtemplados com recursos”, afirmou o deputado sul-mato-grossense.

Para Fabio Trad a única forma de combater o mercantilismo que dominou as campanhas políticas é o financiamento público: “Que todos os partidos recebam cotas, de acordo com seu tamanho. Que estas cotas sejam divididas de acordo com critérios intrapartidários entre os candidatos e eles, com estas cotas, sem doação de empresas ou de pessoas físicas, façam suas campanhas. Feito isso se pode estabelecer uma competição privilegiando ideias, propostas e passado dos candidatos”.

Além do financiamento público de campanha, Fabio elencou outras medidas vitais para uma reforma política eficaz. “Penso que o financiamento público é o ponto mais importante, mas ele não se coaduna com este sistema proporcional e majoritário. Teríamos que pensar em um sistema distrital misto para compatibilizar representação em relação aos distritos e a quem tem mais voto. Fidelidade partidária, mas com uma janela seis meses antes, pois há conflitos e você não pode escravizar o sujeito a uma ideia. Defendo coincidência de mandatos, de presidente da república a vereador, além da proibição de reeleição para o executivo, com cinco anos de mandato”.