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Fazendo eco a Fabio Trad, deputados criticam poder excessivo da Fifa

04 nov 2011 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

O recente pronunciamento do deputado federal Fabio Trad (PMDB – MS) criticando as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa) – que podem se refletir em mudanças na própria Constituição – geraram eco nesta semana em outros deputados federais, que denunciaram o “poder excessivo” conferido à entidade no projeto da Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 (PL 2330/11, do Executivo). 

“O Estatuto do Idoso, do Torcedor, o Código de Defesa do Consumidor, o recém-criado Estatuto da Juventude são Leis e como Leis devem valer e ser respeitados. Se para a Fifa os vê como é um estorvo mercantil, cabe ao Governo Federal reafirmar a nossa dignidade no sentido de manter intacta a nossa estrutura normativa, jamais permitindo comercializar a dimensão ética da soberania nacional em benefício de quem, visando lucros, diz não aos consumidores, aos idosos, aos jovens, aos estudantes e sim às bebidas alcoólicas e aos lucros exorbitantes. O fato de a Copa ser desejável ao País não pode se sobrepor ao fato de que o País tem princípios e valores e que estes não se vendem, não se trocam, não se mercadejam, porque fundantes da história nacional, que nasceu bem antes da Fifa e não findará com o apito da final de qualquer campeonato. Que o governo tenha força para resistir aos encantos da empresa, porque País é País, empresa é empresa”, disse o deputado sul-mato-grossense. 

Em audiência pública na comissão especial responsável pela análise da proposta, outros parlamentares manifestaram preocupação com o rompimento de regras previamente acertadas com a Fifa, no protocolo assinado pelo governo brasileiro com a entidade. 

O deputado Romário (PSB-RJ) disse que “a Fifa não pode mandar no nosso País”. Ele destacou que a instituição está marcada por acusações e que o presidente do Comitê Organizador da Copa, Ricardo Teixeira, também é alvo de diversas denúncias de corrupção. O parlamentar contestou o dispositivo do projeto de lei que isenta a Fifa de responsabilidade por danos sofridos pelo consumidor em relação à sua segurança. 

Romário irá propor uma emenda, a fim de estabelecer a responsabilidade solidária da federação e do Poder Público. “Não podemos permitir que se crie o Estado Fifa dentro do Estado brasileiro”, afirmou o deputado José Rocha (PR-BA). O parlamentar defendeu que sempre sejam oferecidos ingressos avulsos para o consumidor.