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Integrantes do movimento Mães da Fronteira se reunirão com ministro e parlamentares em agosto

24 maio 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

O deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) intermediará o encontro entre representantes do movimento Mães da Fronteira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e deputados federais, agendado para o dia 29 de agosto, data em que se completa um ano do assassinato dos jovens Breno Silvestrini e Leonardo Fernandes por criminosos que pretendiam trocar o carro de uma das vítimas por 3 Kg cocaína.

O movimento Mães da Fonreira foi criado pelos pais de Breno e Leonardo, a partir de um manifesto solicitando mudanças nas relações com os países circunvizinhos e a criação de ações ostensivas com o objetivo de impedir a saída de veículos roubados do país.

“Creio ser importante para o ministro e os parlamentares conhecerem casos como os que deram origem a criação do grupo Mães da Fronteira. Para o movimento também será vital estreitar laços com o ministro a fim de fazer valer seus esforços na construção de mecanismos que tornem a região fronteiriça mais segura”, afirmou o deputado sul-mato-grossense.

O grupo “Mães da Fronteira” iniciou um trabalho de identificar pessoas, informações e falhas do Estado objetivando mudanças reais e não apenas jurídicas no tocante a ausência de autonomia federativa nestes espaços geográficos de fronteira.

“É sabido que a população de fronteira possui um sentimento de descaso por parte das autoridades o que acarreta a cultura da insegurança em que ficamos a mercê da política inócua dos países vizinhos em relação ao mercado internacional de drogas, armas, munições – entre outros produtos ilegais. Em virtude da luta de nossas famílias em prol de um País mais humanizado, estamos alertando a sociedade para que a mesma possa refletir sobre os índices crescentes de violência que estão por assolar o nosso querido Brasil”, explica o manifesto.

Solução

O ministro José Eduardo Cardozo afirmou que está estudando a criação de um corpo permanente de polícia nas fronteiras. O ministro reconheceu que a fixação de policiais nestas áreas é uma tarefa difícil. Segundo ele, o custo alto e a dificuldade de moradia e de os policiais visitarem os parentes são fatores que contribuem para a rotatividade do efetivo nesses locais.

O ministro lembrou que está em discussão na Câmara dos Deputados um projeto que cria um adicional de fronteira. A mesma proposta prevê a construção de residências nesses locais. Segundo o ministro, a proposta enfrenta dificuldades porque alguns deputados querem incluir outros policiais, além dos federais, no texto.