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‘Momento econômico exige cautela do governo federal’, diz Fábio Trad

29 nov 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

O deputado federal Fábio Trad (PMDB-MS) alerta sobre a previsão econômica do País para o próximo ano. Segundo o parlamentar, o mercado é traiçoeiro e, portanto, exige atenção do governo federal mesmo com as cautelas adotadas para manter a economia saudável. “Sem se deslocar, em absoluto, do foco sócio-humano que constitui o eixo de suas políticas macroeconômicas, o governo deve estar atento às condições de pulso e temperatura desse mesmo mercado. Com as precauções de praxe”, afirma Fábio Trad. Segundo o deputado, o crescimento econômico previsto para 2014 é pequeno em decorrência do momento em exigir cautela. “No melhor dos cenários, vislumbra-se um crescimento de 3% para 2014. Há ainda previsões bem fundamentadas que apontam crescimento de pífio 1,5%, com inflação de 6%, o que provocaria graves repercussões”, pontua. Fábio Trad não acredita que a presidente Dilma Rousseff (PT) mudar sua estratégia econômica para melhorar o crescimento do País. “Mesmo os apocalípticos por conveniência não se aventuram em previsões de tempestades macroeconômicas para 2014. Até porque não há qualquer indício de que o governo da Presidente Dilma Rousseff vá, sob qualquer pretexto, afrouxar o controle fiscal ou descuidar da inflação”, explica o deputado. Apesar da expectativa pessimista de crescimento, Fábio Trad destaca que a economia se manterá saudável e, consequentemente, sem grandes surpresas. “Ainda que o superávit primário fique em 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), bem abaixo das expectativas oficiais, com as contas públicas superavitárias em R$ 78 bilhões, ou R$ 5 bilhões a mais que neste ano, o governo dispõe de meios para manter a economia saudável, mesmo sem o vigor desejável, em 2014”, ressalta. Entre os mecanismos adotados pelo governo federal, o deputado destaca as desonerações que saltaram R$ 25 bilhões. “A redução das desonerações, que saltaram de R$ 34 bilhões, em 2012, para R$ 59 bilhões em 2013, é um desses meios. Que, todavia, devem ser usados com foco na manutenção dos atuais níveis de emprego”, finaliza.