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No Dia do índio, Fabio Trad pede solução pacífica para a questão da terra

19 abr 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

Neste dia 19 abril, em que se comemora o Dia do Índio, o deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) voltou a refletir sobre os conflitos causados pela disputa de terras entre populações indígenas e produtores rurais.

O deputado afirmou que a questão é do interesse de todos os parlamentares preocupados com a construção de um Brasil cuja identidade, ainda que respeitosa às diferenças inclua todas as raças e etnias que compõem o povo brasileiro.

Fabio destacou que, ao lado da preocupação com os direitos dos índios, há a preocupação com os direitos dos proprietários rurais com títulos de propriedade legítimos. “Estas duas questões devem andar lado a lado, de modo que todos sejam ouvidos e seus anseios compreendidos. Só assim poderemos avançar de forma justa nesta questão”, afirmou.

Citando o confronto cultural que tem esmagado as etnias indígenas no país, o deputado sul-mato-grossense afirmou que o índio não pode se deixar levar pela estratégia suicida da multiplicação de inimigos de sua causa “Por isso, invadir propriedades adquiridas legalmente sob o argumento de que as terras lhes pertencem desde os seus antepassados só alimentará o processo de exclusão social. O direito de propriedade é a base do sistema econômico. Ameaçá-lo, violá-lo, transgredi-lo é o caminho mais curto para deslegitimar a luta do índio.”.

O deputado disse também defender o direito do índio a terra, mas lembrou que este direito não pode ser efetivado com o sacrifício do direito de propriedade. “A União precisa enfrentar este problema com responsabilidade, imparcialidade e urgência. Há recursos para isso. É preciso abrir mão de ideologias decrépitas. É possível harmonizar os interesses e os direitos dos índios e dos proprietários rurais. Basta que a União aja com Justiça, respeitando os direitos dos índios e o direito de propriedade dos produtores rurais que, por estarem na legalidade, devem, no mínimo, ser indenizados com dignidade e respeito.”.