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Para Fábio Trad, Mandela deixa legado de generosidade e conciliação para superar diferenças

11 dez 2013 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

Em pronunciamento na Câmara Federal, o deputado Fábio Trad (PMDB-MS) homenageou e enalteceu a memória de Nelson Mandela, o ex-presidente sul-africano que liderou o processo que pôs fim ao regime do apartheid, abrindo caminho para uma democracia racial. Para Trad, o maior legado deixado por Mandela foi o da generosidade e da conciliação. “Mandela tinha convicção de que gestos de cortesia, consideração e generosidade têm o poder de reduzir conflitos e atenuar rivalidades”. Na opinião de Trad nada mais emblemático de como o legado do ex-presidente pode inspirar gestos de concórdia foi o convite da presidente Dilma Roussef para seus antecessores Luis Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Fernando Collor a acompanharem na representação oficial do país nos funerais de Mandela. “É uma demonstração simbólica da extraordinária força de persuasão do exemplo de concórdia, como ferramenta para superar divergências e antagonismos que o extraordinário líder sul-africano deixa como herança para o mundo”. Para o deputado, a trajetória heróica do ex-presidente o inscreve na galeria dos maiores líderes do século vinte, ao lado de Gandhi, Luther King e, talvez, Winston Churchill.”Sua fortaleza moral, a inabalável convicção de que a cor da pele não poderia dividir uma nação, e, sobretudo, a moderação exercitada para sobreviver aos 27 anos de prisão nas masmorras do governo racista, foram fundamentais para conferir a Mandela as condições de liderar o processo que pôs fim ao odioso regime do apartheid, substituindo-o por uma democracia racial e evitando o “trôco”, a vingança da maioria negra que os brancos tanto temiam”. No seu pronunciamento,Trad fez um breve histórico da trajetória de Mandela, inclusive relatando o período em que aderiu a luta armada. “Quando a repressão do regime segregacionista se converteu em barbárie institucionalizada, com assassinatos de centenas de negros, o até então pacifista Mandela defendeu a opção do Partido Nacional Africano (CNA) pela luta armada, com um argumento moral definitivo:- Quando os que detêm o poder não nos dão liberdade, então temos de lutar para conquistar o poder – proclamou Mandela desde a prisão”. O deputado lembrou que depois de ser colocado em liberdade após 27 anos de prisão, diante da pressão internacional, Nelson Mandela, ”evitou que a liberdade o tornasse prisioneiro da vingança”. E concluiu: “Herói da libertação africana, Prêmio Nobel da Paz e referência mundial de concórdia e tolerância, Mandela soube sublimar os 27 anos de sofrimento na prisão, em favor da construção de uma democracia racial. Por isso, inscreve-se entre os raríssimos que, na política, se tornam mitos universais ainda em vida. Quanto aos “donos do poder branco” que o encarceraram por 27 anos, desapareceram na poeira da história, tendo o perdão de Mandela como único consolo”.