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Um Dia do Trabalhador para pensar

01 maio 2012 | Notícia | Escrito por: Redação | Compartilhe

“O primeiro de maio deve servir de reflexão para a necessidade de se harmonizar capital e trabalho como forma de recompor as perdas salariais dos servidores públicos brasileiros, valorizar e qualificar a  mão de obra do setor privado e, ao mesmo tempo,  redimensionar a patamares justos e civilizados os ganhos – hoje exorbitantes  e iníquos do capita financeiro e especulativo que não gera ações sociais benéficas. Um 1º de maio com a força do trabalho”. Assim o deputado federal Fabio Trad (PMDB – MS) comentou a data de hoje, 1º de maio, em que se comemora Dia do Trabalhador.

As origens do 1º de maio remontam a 1886, quando se realizou uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América com o objetivo de reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve tumultos que levaram a enfrentamentos entre os manifestantes e a polícia, com a morte de alguns grevistas. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba caseira contra os policiais que a dispersavam os manifestantes. Sete agentes morreram e a polícia abriu fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. No final, oito grevistas acabaram sendo julgados e enforcados. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago.

No Brasil

Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação – especialmente entre os trabalhadores das tecelagens – eram bastante comuns no Brasil, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.